Os militares russos adquiriram uma valiosa experiência na Síria, escreve a revista The National Interest, citando o especialista militar Michael Kofman.

A experiência desenvolvida pela Embrapa com o uso de espécies adaptadas, a exemplo da palma forrageira (Opuntia fícus-indica e Nopalea cochenillifera), como estratégia para garantir maior eficiência de uso de água em regiões semiáridas, chamou a atenção de pesquisadores estrangeiros e pode se tornar referência principalmente em países como a Arábia Saudita. A adoção da espécie e a integração de cultivos têm sido consideradas ferramentas importantes para a capacidade de adaptação dos sistemas de produção. Além disso, diante do cenário de mudanças climáticas, a palma também já revela potencial para regiões, onde já está prevista a redução de precipitação para os próximos anos.
A apresentação da tecnologia da pesquisa brasileira foi feita durante o International Virtual Experts Meeting on Promoting Sustainable Agriculture Development in Drylands, realizado dia 10 de agosto, como parte da programação do Meetings of Agricultural Chief Scientists of G20 States (MACS-G20). Vinícius Guimarães, coordenador do Labex Europa, que lidera a participação do Brasil no evento, e Diana Signor, pesquisadora da Embrapa Semiárido, presidente do portfólio Convivência com a Seca no Semiárido, representaram o País no encontro virtual, que contou com a participação de especialistas de vários países. A Arábia Saudita foi a responsável pela organização do evento.
“O foco dos projetos desenvolvidos com o objetivo de aumentar a resistência e a resiliência dos sistemas de produção no Semiárido brasileiro está no fortalecimento dos sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta”, explicou a pesquisadora, ressaltando a importância da palma como fonte energética, além de reserva hídrica, para os rebanhos. Segundo ela, a produtividade média da palma forrageira nessa região, onde se concentra a maior parte da produção brasileira, é de cerca de 25 t/ha (Censo agropecuário 2017, IBGE).


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